2.11.05
Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê.
Aqui, já está a acontecer.
31.10.05
Dia da abóbora?
29.10.05
28.10.05
27.10.05
26.10.05
25.10.05
24.10.05
21.10.05
20.10.05
19.10.05
18.10.05
Par toutatis!!!!
O Abraracourcix ficou Matasétix e a mulher a Boapinta (era Caralinda); e o Ordalfabétix passa a Ordemalfabétix... Esse seria o mal menor se o livro valesse alguma coisa.
Agora com 78 anos de idade, Uderzo já garantiu que quando morrer não haverá mais histórias originais de Astérix, diz ele que não lhe agrada a ideia de ver a personagem ser desenhada por outra pessoa que não ele.
Ouve lá, oh Uderzo, tu por acaso perguntaste ao Goscinny se ele gostava da ideia de ver os personagens com textos escritos por outra pessoa que não ele?
Olhem, vou vingar-me nos ROMANOS!
17.10.05
14.10.05
13.10.05
12.10.05
11.10.05
10.10.05
Xadrez

Sentou-se, cansado de tanto debitar letras naquela folha de papel. Desta vez letras ao acaso, sem nexo. Escreveu-as na leve esperança de que um dia tomassem vida, se organizassem e formassem algo com sentido.
Adormeceu.
Entrou pela porta de vidro que dava para o jardim, correu ao quarto para buscar as peças de xadrez, tencionando com elas jogar nos ladrilhos da entrada como era habitual.
- Mãeeeeeeee! Onde está o cavalo?
- O do xadrez? Vi-o passar aqui há pouco. Acho que foi para a rua.
Correu porta fora com o saco cheio das restantes peças do jogo.
"É sempre a mesma coisa! A mãe deixa-o sempre fugir. E agora como vou jogar sem cavalo?" Lá fora esperavam-no aquelas árvores que sempre o assustaram. Ainda bem que não havia vento. O vento a passar por entre os ramos sempre o tinha feito tremer. Pareciam-lhe as vozes dos fantasmas que a sua avó tantas vezes lhe falara. Sabia que andavam por ali e não queria arriscar encontrar-se com algum. Dirigiu-se rapidamente para o sítio preferido do seu cavalo. Era sempre a mesma coisa: cada vez que queria jogar xadrez nos ladrilhos da entrada o cavalo branco fugia e ia sempre para o mesmo sítio.
Lá estava ele, escondido debaixo das raízes enormes de uma velha árvore que espreitavam por fora da terra como que a gritar para dizer que ainda sobreviviam.
Acordou.
Olhou para a folha de papel, meia hora antes com letras ao acaso e que agora tinham dado as mãos para formar o início da história. Pegou na caneta e continuou com um sorriso nos lábios.
(para o escritor famoso, amigo da Divas&Contrabaixos)
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