24.5.05
23.5.05
Hoje é dia de voar!
22.5.05
20.5.05
19.5.05
18.5.05
17.5.05
16.5.05
15.5.05
14.5.05
13.5.05
12.5.05
Um livro
Anoitecia.Cansada de tanto procurar, de tanto caminhar procurei abrigo. Ao longe vislumbrei uma casa, talvez uma mansão. Bati à porta. Ninguém respondeu.
Como não estava trancada, abri-a e entrei. Deparei-me com uma escadaria imensa, que parecia não ter fim. Subi. Não havia mais portas. Apenas um sofá e ao lado um livro.
Na capa: "O livro do teu avô".
Sentei-me. Abri o livro. Adormeci.
11.5.05
10.5.05
O sobrevivente
Terminada a missão de quase salvamento, trouxe comigo o último sobrevivente, por imposição dos restantes membros da equipa do helicóptero que ficaram hospitalizados depois de destruída a última aeronave.
Esta será uma das vantagens da minha transformação, além de um joelho amolgado, não sofri grandes danos.
Tenho que alimentar o sobrevivente, que insiste em dizer que é primo deste rapaz. Não tenho tempo, tenho que continuar a busca. A interpol já começou a ajudar.
Por favor tratem bem dele.Cuidado com a alimentação, podem matá-lo.
CLICK
9.5.05
Salvamentos
Ao longe vislumbrava-se o oceano. Já conseguia imaginar os meus pés a sentir a areia morna. Apressei o passo. Saudades do mar.
O vento tinha desaparecido como por magia e o calor queimava-me o corpo de tal forma que chegava a doer. Procurei uma sombra, não encontrei.
Apressei o passo, pois o metal que me cobria o corpo filtrava o sol de tal forma que o tornava insuportável. Queria refrescar-me. Não aguentava mais.
Ao chegar à praia reparei que também os meus pés já estavam cobertos de metal, o processo estava completo.
Agora tinha mesmo que encontrar o livro ou nunca mais iria saber qual a sensação de sentir a areia da praia a afagar-me a pele.
De repente, alguém, que nem sequer me deu tempo de falar, agarrou-me pelo braço, levou-me para um helicóptero e disse:
- Mushu, só tu nos podes ajudar! Há vidas para salvar. - quem seria? Como saberia o meu nome?
Entrei, podia ser que assim chegasse ao fim da minha busca.
6.5.05
O leão
Deixei o parafuso com a chave de fendas. Que fossem felizes.
Mais à frente, na praça central, encontrei....
Com um gelado daqueles até vai apagar a Luz.
Sentei-me, cansada, e adormeci.
5.5.05
Reencontro
Virei costas ao esqueleto para continuar a minha caminhada. Mas uma voz do além sussurrou-me ao ouvido: "Mushu.... vê lá se não será o esqueleto que tem o teu parafuso!..."
Voltei atrás, procurei, perguntei. mas não obtive resposta, apenas um chocalhar de ossos. Voltei a desistir e segui caminho.
Porém, ao virar a esquina, lá estava ele, o meu parafuso. Tinha-se apaixonado por uma chave de fendas. Deixou-me com um problema, deixo-o viver a paixão, ou pego nele e trago-o comigo?
Espero que as vozes do além me respondam.
4.5.05
A quase ajuda
Depois de sair daquele restaurante, onde afinal não consegui comer, continuei a caminhada.
Ao longe parecia que alguém se estava a dirigir a mim. "Saberá ele do meu livro? Trará alguma pista?" - pensei.
Aproximei-me a medo.
Afinal era apenas uma vítima do restaurante de onde eu tinha acabado de sair. Na tentativa de o ajudar pendurei-lhe uns fios, tal fantoche, para ver se o ajudava a caminhar. Afinal eu precisava de companhia. Puxei os fios... mas só consegui uns movimentos descoordenados.
Desisti.
link
3.5.05
A fome, ou quase
Depois de tão belo espectáculo senti que uma sensação estranha, como se de fome se tratasse, se apoderava do meu estômago.
O vento continuava a soprar, mas, estranhamente, sentia menos frio. Enquanto caminhava, sem ainda ter pista alguma do paradeiro do livro de instruções e do parafuso que tanta falta me faziam, reparei num espelho quebrado que se encontrava pendurado numa parede suja e em ruínas.
Aproximei-me a medo. Não sabia o que iria encontrar do outro lado do espelho. Seria eu, ou seria.... o que eu mais temia? Era mesmo. Ao olhar-me ao espelho reparei que já muito pouca pele me restava. Tinha o rosto quase todo coberto por metal. Era por isso que já não sentia o frio.
Chorei. Não verti lágrimas.
Continuei. Agora tinha mesmo que encontrar o livro, ou o processo seria irreversível.
Aproximei-me de uma porta, pareceu-me um restaurante. E como tinha fome, abri-a.
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