23.5.05

Hoje é dia de voar!





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Hoje especialmente dedicado a este, a esta, e a este.
Parabéns!

E a todos os outros que não gostam de futebol mas que gostam de andar nas nuvens.

19.5.05

Volto já


Vou só ali fazer umas compras... e talvez fique por lá.

Depois do jogo... É o que me apetece.

18.5.05

Bricolage




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in "Le bricolage" - Serre


(Já me chamaram homofóbica por "postar" um cartoon sobre futebol... mas ainda bem que quem me conhece sabe que não o sou. Desta vez vou ser excomungada por um cartoon sobre bricolage. Como diria o Calimero: "It's an injustice, it is! They only do this to me because I'm little")

13.5.05

Grito!




Encontrei um jornal que diz que uma pessoa, que se diz padre, seja lá o que isso é, disse isto!

Estou mesmo noutra dimensão, hoje tive a confirmação! Não é possível isto ser realidade! TIREM-ME DAQUI!!!!!


12.5.05

Um livro


Anoitecia.

Cansada de tanto procurar, de tanto caminhar procurei abrigo. Ao longe vislumbrei uma casa, talvez uma mansão. Bati à porta. Ninguém respondeu.

Como não estava trancada, abri-a e entrei. Deparei-me com uma escadaria imensa, que parecia não ter fim. Subi. Não havia mais portas. Apenas um sofá e ao lado um livro.

Na capa: "O livro do teu avô".

Sentei-me. Abri o livro. Adormeci.

10.5.05

O sobrevivente



Terminada a missão de quase salvamento, trouxe comigo o último sobrevivente, por imposição dos restantes membros da equipa do helicóptero que ficaram hospitalizados depois de destruída a última aeronave.

Esta será uma das vantagens da minha transformação, além de um joelho amolgado, não sofri grandes danos.

Tenho que alimentar o sobrevivente, que insiste em dizer que é primo deste rapaz. Não tenho tempo, tenho que continuar a busca. A interpol já começou a ajudar.

Por favor tratem bem dele.Cuidado com a alimentação, podem matá-lo.

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9.5.05

Salvamentos


Ao longe vislumbrava-se o oceano. Já conseguia imaginar os meus pés a sentir a areia morna. Apressei o passo. Saudades do mar.

O vento tinha desaparecido como por magia e o calor queimava-me o corpo de tal forma que chegava a doer. Procurei uma sombra, não encontrei.

Apressei o passo, pois o metal que me cobria o corpo filtrava o sol de tal forma que o tornava insuportável. Queria refrescar-me. Não aguentava mais.

Ao chegar à praia reparei que também os meus pés já estavam cobertos de metal, o processo estava completo.

Agora tinha mesmo que encontrar o livro ou nunca mais iria saber qual a sensação de sentir a areia da praia a afagar-me a pele.

De repente, alguém, que nem sequer me deu tempo de falar, agarrou-me pelo braço, levou-me para um helicóptero e disse:

- Mushu, só tu nos podes ajudar! Há vidas para salvar. - quem seria? Como saberia o meu nome?

Entrei, podia ser que assim chegasse ao fim da minha busca.

6.5.05

O leão



Deixei o parafuso com a chave de fendas. Que fossem felizes.

Mais à frente, na praça central, encontrei....

Com um gelado daqueles até vai apagar a Luz.

Sentei-me, cansada, e adormeci.

5.5.05

Reencontro


Virei costas ao esqueleto para continuar a minha caminhada. Mas uma voz do além sussurrou-me ao ouvido: "Mushu.... vê lá se não será o esqueleto que tem o teu parafuso!..."

Voltei atrás, procurei, perguntei. mas não obtive resposta, apenas um chocalhar de ossos. Voltei a desistir e segui caminho.

Porém, ao virar a esquina, lá estava ele, o meu parafuso. Tinha-se apaixonado por uma chave de fendas. Deixou-me com um problema, deixo-o viver a paixão, ou pego nele e trago-o comigo?

Espero que as vozes do além me respondam.




4.5.05

A quase ajuda


Depois de sair daquele restaurante, onde afinal não consegui comer, continuei a caminhada.

Ao longe parecia que alguém se estava a dirigir a mim. "Saberá ele do meu livro? Trará alguma pista?" - pensei.

Aproximei-me a medo.

Afinal era apenas uma vítima do restaurante de onde eu tinha acabado de sair. Na tentativa de o ajudar pendurei-lhe uns fios, tal fantoche, para ver se o ajudava a caminhar. Afinal eu precisava de companhia. Puxei os fios... mas só consegui uns movimentos descoordenados.

Desisti.


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3.5.05

A fome, ou quase


Depois de tão belo espectáculo senti que uma sensação estranha, como se de fome se tratasse, se apoderava do meu estômago.

O vento continuava a soprar, mas, estranhamente, sentia menos frio. Enquanto caminhava, sem ainda ter pista alguma do paradeiro do livro de instruções e do parafuso que tanta falta me faziam, reparei num espelho quebrado que se encontrava pendurado numa parede suja e em ruínas.

Aproximei-me a medo. Não sabia o que iria encontrar do outro lado do espelho. Seria eu, ou seria.... o que eu mais temia? Era mesmo. Ao olhar-me ao espelho reparei que já muito pouca pele me restava. Tinha o rosto quase todo coberto por metal. Era por isso que já não sentia o frio.

Chorei. Não verti lágrimas.

Continuei. Agora tinha mesmo que encontrar o livro, ou o processo seria irreversível.
Aproximei-me de uma porta, pareceu-me um restaurante. E como tinha fome, abri-a.