22.5.05
20.5.05
19.5.05
18.5.05
17.5.05
16.5.05
15.5.05
14.5.05
13.5.05
12.5.05
Um livro
Anoitecia.Cansada de tanto procurar, de tanto caminhar procurei abrigo. Ao longe vislumbrei uma casa, talvez uma mansão. Bati à porta. Ninguém respondeu.
Como não estava trancada, abri-a e entrei. Deparei-me com uma escadaria imensa, que parecia não ter fim. Subi. Não havia mais portas. Apenas um sofá e ao lado um livro.
Na capa: "O livro do teu avô".
Sentei-me. Abri o livro. Adormeci.
11.5.05
10.5.05
O sobrevivente
Terminada a missão de quase salvamento, trouxe comigo o último sobrevivente, por imposição dos restantes membros da equipa do helicóptero que ficaram hospitalizados depois de destruída a última aeronave.
Esta será uma das vantagens da minha transformação, além de um joelho amolgado, não sofri grandes danos.
Tenho que alimentar o sobrevivente, que insiste em dizer que é primo deste rapaz. Não tenho tempo, tenho que continuar a busca. A interpol já começou a ajudar.
Por favor tratem bem dele.Cuidado com a alimentação, podem matá-lo.
CLICK
9.5.05
Salvamentos
Ao longe vislumbrava-se o oceano. Já conseguia imaginar os meus pés a sentir a areia morna. Apressei o passo. Saudades do mar.
O vento tinha desaparecido como por magia e o calor queimava-me o corpo de tal forma que chegava a doer. Procurei uma sombra, não encontrei.
Apressei o passo, pois o metal que me cobria o corpo filtrava o sol de tal forma que o tornava insuportável. Queria refrescar-me. Não aguentava mais.
Ao chegar à praia reparei que também os meus pés já estavam cobertos de metal, o processo estava completo.
Agora tinha mesmo que encontrar o livro ou nunca mais iria saber qual a sensação de sentir a areia da praia a afagar-me a pele.
De repente, alguém, que nem sequer me deu tempo de falar, agarrou-me pelo braço, levou-me para um helicóptero e disse:
- Mushu, só tu nos podes ajudar! Há vidas para salvar. - quem seria? Como saberia o meu nome?
Entrei, podia ser que assim chegasse ao fim da minha busca.
6.5.05
O leão
Deixei o parafuso com a chave de fendas. Que fossem felizes.
Mais à frente, na praça central, encontrei....
Com um gelado daqueles até vai apagar a Luz.
Sentei-me, cansada, e adormeci.
5.5.05
Reencontro
Virei costas ao esqueleto para continuar a minha caminhada. Mas uma voz do além sussurrou-me ao ouvido: "Mushu.... vê lá se não será o esqueleto que tem o teu parafuso!..."
Voltei atrás, procurei, perguntei. mas não obtive resposta, apenas um chocalhar de ossos. Voltei a desistir e segui caminho.
Porém, ao virar a esquina, lá estava ele, o meu parafuso. Tinha-se apaixonado por uma chave de fendas. Deixou-me com um problema, deixo-o viver a paixão, ou pego nele e trago-o comigo?
Espero que as vozes do além me respondam.
4.5.05
A quase ajuda
Depois de sair daquele restaurante, onde afinal não consegui comer, continuei a caminhada.
Ao longe parecia que alguém se estava a dirigir a mim. "Saberá ele do meu livro? Trará alguma pista?" - pensei.
Aproximei-me a medo.
Afinal era apenas uma vítima do restaurante de onde eu tinha acabado de sair. Na tentativa de o ajudar pendurei-lhe uns fios, tal fantoche, para ver se o ajudava a caminhar. Afinal eu precisava de companhia. Puxei os fios... mas só consegui uns movimentos descoordenados.
Desisti.
link
3.5.05
A fome, ou quase
Depois de tão belo espectáculo senti que uma sensação estranha, como se de fome se tratasse, se apoderava do meu estômago.
O vento continuava a soprar, mas, estranhamente, sentia menos frio. Enquanto caminhava, sem ainda ter pista alguma do paradeiro do livro de instruções e do parafuso que tanta falta me faziam, reparei num espelho quebrado que se encontrava pendurado numa parede suja e em ruínas.
Aproximei-me a medo. Não sabia o que iria encontrar do outro lado do espelho. Seria eu, ou seria.... o que eu mais temia? Era mesmo. Ao olhar-me ao espelho reparei que já muito pouca pele me restava. Tinha o rosto quase todo coberto por metal. Era por isso que já não sentia o frio.
Chorei. Não verti lágrimas.
Continuei. Agora tinha mesmo que encontrar o livro, ou o processo seria irreversível.
Aproximei-me de uma porta, pareceu-me um restaurante. E como tinha fome, abri-a.
2.5.05
A caminho
O fim de semana passou. Não saí de casa, não fosse aquela criatura ter sobrevivido ao choque da nave espacial.
Abri a porta, espreitei para fora devagar. O caminho estava livre. Corria uma brisa fresca que me cortava geladamente a pele, ou o pouco que dela restava.
Caminhei sem destino. Não sabia por onde começar a procurar. Não havia qualquer pista, nem ninguém que me pudesse ajudar. As ruas estavam desertas, só se ouvia a brisa que se intensificara e se transformara num vento forte que me percorria o corpo e me acariciava os cabelos.
Deixei-me conduzir pelas minhas pernas, que quase já nem respondiam aos meus comandos, e pelo vento. Cheguei ao final de uma rua longa, e ao virar da esquina...
Fiquei ali, esquecida de tudo, em alegre contemplação.
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