13.5.05

Grito!




Encontrei um jornal que diz que uma pessoa, que se diz padre, seja lá o que isso é, disse isto!

Estou mesmo noutra dimensão, hoje tive a confirmação! Não é possível isto ser realidade! TIREM-ME DAQUI!!!!!


12.5.05

Um livro


Anoitecia.

Cansada de tanto procurar, de tanto caminhar procurei abrigo. Ao longe vislumbrei uma casa, talvez uma mansão. Bati à porta. Ninguém respondeu.

Como não estava trancada, abri-a e entrei. Deparei-me com uma escadaria imensa, que parecia não ter fim. Subi. Não havia mais portas. Apenas um sofá e ao lado um livro.

Na capa: "O livro do teu avô".

Sentei-me. Abri o livro. Adormeci.

10.5.05

O sobrevivente



Terminada a missão de quase salvamento, trouxe comigo o último sobrevivente, por imposição dos restantes membros da equipa do helicóptero que ficaram hospitalizados depois de destruída a última aeronave.

Esta será uma das vantagens da minha transformação, além de um joelho amolgado, não sofri grandes danos.

Tenho que alimentar o sobrevivente, que insiste em dizer que é primo deste rapaz. Não tenho tempo, tenho que continuar a busca. A interpol já começou a ajudar.

Por favor tratem bem dele.Cuidado com a alimentação, podem matá-lo.

CLICK

9.5.05

Salvamentos


Ao longe vislumbrava-se o oceano. Já conseguia imaginar os meus pés a sentir a areia morna. Apressei o passo. Saudades do mar.

O vento tinha desaparecido como por magia e o calor queimava-me o corpo de tal forma que chegava a doer. Procurei uma sombra, não encontrei.

Apressei o passo, pois o metal que me cobria o corpo filtrava o sol de tal forma que o tornava insuportável. Queria refrescar-me. Não aguentava mais.

Ao chegar à praia reparei que também os meus pés já estavam cobertos de metal, o processo estava completo.

Agora tinha mesmo que encontrar o livro ou nunca mais iria saber qual a sensação de sentir a areia da praia a afagar-me a pele.

De repente, alguém, que nem sequer me deu tempo de falar, agarrou-me pelo braço, levou-me para um helicóptero e disse:

- Mushu, só tu nos podes ajudar! Há vidas para salvar. - quem seria? Como saberia o meu nome?

Entrei, podia ser que assim chegasse ao fim da minha busca.

6.5.05

O leão



Deixei o parafuso com a chave de fendas. Que fossem felizes.

Mais à frente, na praça central, encontrei....

Com um gelado daqueles até vai apagar a Luz.

Sentei-me, cansada, e adormeci.

5.5.05

Reencontro


Virei costas ao esqueleto para continuar a minha caminhada. Mas uma voz do além sussurrou-me ao ouvido: "Mushu.... vê lá se não será o esqueleto que tem o teu parafuso!..."

Voltei atrás, procurei, perguntei. mas não obtive resposta, apenas um chocalhar de ossos. Voltei a desistir e segui caminho.

Porém, ao virar a esquina, lá estava ele, o meu parafuso. Tinha-se apaixonado por uma chave de fendas. Deixou-me com um problema, deixo-o viver a paixão, ou pego nele e trago-o comigo?

Espero que as vozes do além me respondam.




4.5.05

A quase ajuda


Depois de sair daquele restaurante, onde afinal não consegui comer, continuei a caminhada.

Ao longe parecia que alguém se estava a dirigir a mim. "Saberá ele do meu livro? Trará alguma pista?" - pensei.

Aproximei-me a medo.

Afinal era apenas uma vítima do restaurante de onde eu tinha acabado de sair. Na tentativa de o ajudar pendurei-lhe uns fios, tal fantoche, para ver se o ajudava a caminhar. Afinal eu precisava de companhia. Puxei os fios... mas só consegui uns movimentos descoordenados.

Desisti.


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3.5.05

A fome, ou quase


Depois de tão belo espectáculo senti que uma sensação estranha, como se de fome se tratasse, se apoderava do meu estômago.

O vento continuava a soprar, mas, estranhamente, sentia menos frio. Enquanto caminhava, sem ainda ter pista alguma do paradeiro do livro de instruções e do parafuso que tanta falta me faziam, reparei num espelho quebrado que se encontrava pendurado numa parede suja e em ruínas.

Aproximei-me a medo. Não sabia o que iria encontrar do outro lado do espelho. Seria eu, ou seria.... o que eu mais temia? Era mesmo. Ao olhar-me ao espelho reparei que já muito pouca pele me restava. Tinha o rosto quase todo coberto por metal. Era por isso que já não sentia o frio.

Chorei. Não verti lágrimas.

Continuei. Agora tinha mesmo que encontrar o livro, ou o processo seria irreversível.
Aproximei-me de uma porta, pareceu-me um restaurante. E como tinha fome, abri-a.

2.5.05

A caminho


O fim de semana passou. Não saí de casa, não fosse aquela criatura ter sobrevivido ao choque da nave espacial.

Abri a porta, espreitei para fora devagar. O caminho estava livre. Corria uma brisa fresca que me cortava geladamente a pele, ou o pouco que dela restava.

Caminhei sem destino. Não sabia por onde começar a procurar. Não havia qualquer pista, nem ninguém que me pudesse ajudar. As ruas estavam desertas, só se ouvia a brisa que se intensificara e se transformara num vento forte que me percorria o corpo e me acariciava os cabelos.

Deixei-me conduzir pelas minhas pernas, que quase já nem respondiam aos meus comandos, e pelo vento. Cheguei ao final de uma rua longa, e ao virar da esquina...

Fiquei ali, esquecida de tudo, em alegre contemplação.

30.4.05

E como é fim de semana


Encontrei um livro! Ainda, não é o meu livro de instruções... mas ajuda a passar o tempo. Continuarei a busca depois do fim de semana.




Vou descansar! Até Segunda!

29.4.05

A demanda continua



Ao abrir a porta, na minha busca do livro perdido, deparei-me com este espectáculo.

Como não queria dar de caras com uma criatura daquelas, voltei a entrar e tranquei a porta.

Que fazer? Onde estará o livro? E os parafusos?

28.4.05

Warp II



Ao acordar dirigi-me como habitualmente para a casa de banho. Ao ver-me ao espelho nem queria acreditar.
"Não, não pode ser, ainda devo estar a sonhar"


Virei-me e fui até ao quarto. Lá estava eu, a dormir.
"Vês Mushu? Eu disse-te. Estás a dormir."
Mas... se estava a dormir, como podia estar em dois sítios ao mesmo tempo?
E porque é que me estavam a aparecer aqueles metais na cara? Bem, sempre é melhor que rugas.
"Estás no limiar da Loucura Mushu! Ou encontras depressa os parafusos e o livro de instruções ou nem sei o que te pode acontecer"
Corri novamente para o espelho. Tentei arrancar os pedaços de metal que se infiltravam na pele. Nada feito. Faziam já parte de mim, era aquela a minha pele agora.

Saí, à procura do livro que até há uns dias não sabia que existia.

27.4.05

Warp



Médico: Isto é grave...
Mushu: E agora, como se cura?
Médico: No seu caso, não sei bem. Tenho que ver o livro de instruções, trouxe consigo?
Mushu: (engole em seco) Livro de inssss... o meu?
Médico: Claro, queria que fosse o meu?
Mushu: aahhh, pois... o livro, é que...
Médico: Então?
Mushu: Pois, sabe, perdi-o. Mas Já coloquei um anúncio na internet.
Médico: Pois. Mas isso não chega. E como conseguiu escrever?
Mushu: Bem, tirei um dos parafusos que estava no joelho, coloquei no ombro, e deu para escrever, um pouco.
Médico: Pois, mas olhe que no seu caso penso que seja ferrugem. Andou à chuva?
Mushu: Não! Com esta seca como posso andar à chuva?
Médico: E vento húmido?
Mushu:Bem, ao vento sim, um pouco.
Médico: Então o melhor que tem a fazer é trazer-me o livro.
De repente abre-se um buraco no chão. Mushu é sugada conseguindo apenas gritar: Ferrugem nããããoooo! Tudo menos isso!

Foi aí que eu acordei. Que sonho!